O Presidente da República, Daniel Chapo, manifestou preocupação com o esgotamento progressivo das reservas de gás natural nos campos de Pande e Temane, explorados pela multinacional Sasol. A situação coloca em alerta máximo o sector industrial de Moçambique e da África do Sul, exigindo uma resposta rápida para evitar um colapso no fornecimento energético da região austral até 2030.
Durante a sua intervenção, o Chefe de Estado sublinhou que a redução das reservas é uma realidade incontornável que demanda visão estratégica e coordenação efectiva. Segundo Daniel Chapo, o Governo tem agido com sentido de urgência para salvaguardar a estabilidade energética, garantindo que a base industrial moçambicana e regional não seja severamente afectada pelo declínio da produção actual.
Como resposta estruturante, o Executivo avançou com a criação da empresa Serviços Logísticos Integrados de Moçambique (SLIM). Esta nova entidade, que conta com o suporte de parceiros públicos e estratégicos, tem a missão crucial de viabilizar a implementação de uma unidade flutuante de armazenamento e regaseificação de gás no distrito de Inhassoro, província de Inhambane.
Esta infra-estrutura de regaseificação representa uma escolha estratégica para garantir a continuidade do fornecimento. Com este projecto, Moçambique pretende não apenas responder aos desafios técnicos imediatos, mas também preparar o futuro da economia nacional, assegurando que o país continue a ser um pilar de segurança energética na África Austral face à transição e aos limites das reservas actuais.
Daniel Chapo falava esta quarta-feira, 6 de Maio, durante a abertura da 12.ª Conferência e Exposição de Mineração e Energia de Moçambique.